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Pensamentos: Qual caminho vou seguir agora?

28 dezembro 2016

Olá docinhos, tudo bem com vocês?


  Esta chegando o fim do ano, mais precisamente, ele já chegou; e todas as vezes nessa época, parece que um único pensamento ronda nossas cabeças: “Qual caminho vou seguir agora?”

  É um pensamento tão comum que chega a ser banal, estamos a tantos anos pisando sobre essa terra e todas as vezes olhamos para trás e pensamos sobre tudo o que fizemos nesses 12 meses, são 365 dias que parecem levar uma eternidade, mas ao mesmo tempo, passam tão rápido, não era ontem que a minha única preocupação era qual boneca pedir para o Papai Noel?

  As vezes parece que nossa vida é um trem bala em velocidade reduzida, tão rápido e tão devagar. Seguindo um único caminho, um único trilho sem paradas e sem escolhas reais em que tudo o que nos resta é olhar para trás e relembrar tudo o que fizemos e considerar o que poderíamos ter feito. Mas, a verdade é que a vida não é o trem, a vida é A Estação, uma imensa estação com muitos caminhos e os trens são as decisões que tomamos, são muitas escolhas, muitas paradas e muito desejo de voltar para trás quando parece que passamos do nosso ponto de parada.

  Apesar de que, se pararmos para olhar o mapa por onde nossos trens já passaram, vemos que tudo está interligado e todos os caminhos que tomamos – inclusive aqueles que parecem ter sido más decisões – eram a coisa certa a se fazer, do contrário, como seriamos as pessoas que somos hoje? Como poderíamos ter experimentado tudo o que experimentamos e crescido tudo o que crescemos?

  Por esse motivo eu já sei qual trem vou tomar esse ano, aquele que caminha para lugares que nunca visitei e coisas que nunca experimentei, pois esse será o meu lema esse ano, experimentar. Porque, quando eu menos esperar, vou estar escrevendo esse texto 365 dias mais tarde, pensando novamente nas escolhas que fiz e com um pensamento na cabeça: “Qual caminho vou seguir agora?”.


 Este post faz parte do desafio Imagem&Palavra do grupo Interative-se!
https://www.facebook.com/groups/interativese/

Conto: Julia, você tem um rosto bonito

25 julho 2016

Olá docinhos, tudo bem com vocês?


  Quando Julia era bebê, todos a achavam adorável, com cachinhos nas pontas dos cabelos, olhos redondos e brilhantes e um sorriso fácil; “essa menina será modelo um dia” muitos diziam. Mesmo assim, incrivelmente nunca foi um desejo por parte da menina.

  Aos 5 anos, foi diagnosticada com uma doença respiratória e após muitas idas e vindas ao posto médico, um deles lhe prescreveu um remédio e, por alguma razão, receitou a dose adulta. Pouco tempo depois a menina estava inchada, ninguém pareceu ligar a relação ao remédio, então ela ingressou na escola como uma “menina gorda”.

  Coisa que Julia foi lembrada muitas vezes nos anos seguintes, além de outros apelidos e musiquinhas que eram cantadas para deixa-la mal por meninos que buscavam seu refúgio dentro do banheiro masculino, onde ela não podia alcança-los. Esse tipo de tratamento foi secretamente tornando-a desesperada por agradar os outros para que, desse modo, eles gostassem dela.

  “Viu como essa roupa ficaria mais bonita em você se você fosse magra?” disse-lhe alguém depois de pega-la vestindo uma blusa e encolhendo a barriga em frente ao espelho.

  Somente quando mudaram a medicação que ela finalmente começou a “emagrecer”, foi um processo lento e, mesmo assim, ela jamais chegaria ao padrão que os outros a considerariam magra.

  “Julia, você tem um rosto bonito, se fosse magra iria parecer uma barbie!” ela apenas abanava a cabeça e agradecia o “elogio”.

  Então, veio outra preocupação, as questões capilares, Julia sempre teve um cabelo muito volumoso que só seria cortado corretamente anos depois, quando veio a sugestão “por que não faz chapinha?” ela a agarrou como se fosse um bote salva vidas alisando suas mechas. Porém, mesmo de cabelo alisado ela não tinha coragem de andar com ele solto, era sempre um rabo de cavalo baixo, além disso, se fazia algo que era passível de chacota, ela se isolava e tentava não chamar atenção pelo resto do ano letivo pelo pavor de ser alvo de risadas.

  “Por que nenhum garoto olha pra mim”. O medo e a insegurança eram tamanhos que Julia se sentia inferior as outras garotas por ser a “única” que não atraia a atenção dos garotos, não receber pedidos de namoro, até mesmo por não ser assediada na rua. Como se isso fosse algum tipo de prova de beleza.

  Um dia, passeando com sua amiga -a qual passava muito tempo junto- viu um modelo de corte de cabelo curto, muito mais curto do que jamais tinha ousado, “eu quero esse”. E lá se foram muitos centímetros de cabelo no chão, e aquela pré adolescente nunca ficou tão sorridente na frente de um espelho.

  Apesar do passo na direção correta, Julia ainda tinha caminhos tortuosos pelos quais trilhar. Desventuras que renderiam até mesmo um livro, histórias entre o choro, a aceitação, a superação dos próprios preconceitos, o empoderamento e auto conhecimento. Julia teve que se esforçar a um ponto que nem achava que conseguiria para superar o medo de expor, e principalmente, o medo da opinião dos outros; somente ali ela pode se abrir para si mesma, e consequentemente, também para o amor.
Hoje Julia se gosta, Julia se ama, passou por muitas transformações -internar e externas- e, mesmo que alguns digam o contrário, Julia é linda.


  Essa crônica é o começo de um projeto que estou fazendo em parceria com a minha amiga Tawani, a cada duas semanas em uma sexta feira (sempre que possível), postaremos um conto ou crônica sobre um tema que escolhermos. O tema dessa semana foi Autoestima, não se esqueçam de ver também a crônica da Taw aqui, está muito boa!
  Desculpem o atraso, era para ter saído sexta, espero que tenham gostado, me contem a opinião de vocês e, caso tenham sugestões para temas, deixem nos comentários

Crônica: Minha Âncora

15 julho 2016

Olá docinhos, tudo bem com vocês?


  Eu nunca fui muito boa em seguir um tema com maestria, principalmente em um assunto que eu sou tão complicada em desenrolar. Mas, vamos a tentativa:

  No início, eu não sabia exatamente o que escrever, mas então as bochechas fofas e muito vermelhas dela me vieram a mente, dai eu percebi que tinha muito o que escrever.

  Quando nós duas éramos pequenas, bem pequenas mesmo, eu era uma pentelha na vida da minha prima, eu brincava pouco com minha irmã e passava os fins de semana na casa da minha avó. Isso fazia de mim uma criança carente de amigos, também deve ter sido porque sempre fui animada além da conta. Por isso, ela pedia para a mãe mentir e dizer que estava dormindo sempre que eu ligava chamando-a para brincar, talvez isso devesse ao fato de eu sempre querer pegar os ursinhos da Parmalat dela.

  Para ser bem sincera, eu não me lembro o que aconteceu primeiro, essa parte da minha vida parece um grande borrão do qual apenas algumas partes eu me lembro, mas, acredito que ela se mudou de Paranapiacaba antes de tudo acontecer, nas poucas vezes que eu a visitava, jogávamos Campo Minado e eu trapaceava espiando os barcos quando ela ia ao banheiro, mesmo assim, não éramos amigas, éramos primas.

  Quando a tragédia chegou na família, todos passaram a se preocupar comigo de repente, como eu me sentia, se eu precisava de algo, eu era quase o centro das atenções. Respondia com sorrisos e piadas, mas, na maior parte do tempo, ficava sentada olhando para a parede tendo consciência do grande vazio a minha volta.

  Eu também não me lembro como nos aproximamos pela primeira vez, como disse, não lembro me lembro muito dessa época, talvez fosse o fato dela ter seus problemas e de eu ter os meus, eram coisas totalmente diferentes, mas quando a dor é compartilhada ela parece menor.

  Ela foi como uma âncora na minha vida e nos meus problemas, e eu gosto de pensar que a ajudei a superar os seus, mesmo que um pouco. Passávamos as férias inteiras alternando entre ficar na casa uma da outra, aprontando coisas como tentar fazer um bolo de chocolate e quase fazer a mãe dela desmaiar quando chegou na cozinha, ou dançar a noite inteira no quarto como se fossemos duas adolescentes de um filme americano.

  Eu me lembro até hoje quando uma conhecida da minha mãe disse: “eu também era assim com a minha prima, agora nem nos falamos mais.”. Confesso que fiquei morrendo de medo quando ouvi aquilo, mas realmente acreditava que a nossa amizade era mais.

  Já brigamos muitas vezes por motivos que, quando paramos para pensar, parecem idiotas demais para serem levados em consideração, mas nunca conseguíamos ficar bravas por muito tempo, uma sempre cedia.

  Hoje, não nos vemos mais com tanta frequência, também não nos falamos o tempo todo. Mas, ela é uma das poucas pessoas para quem eu digo “eu te amo”, ela é uma pessoa que eu sei que mesmo que fiquemos uma semana sem nos falar ou um ano sem nos ver, o amor continua intacto e do mesmo jeito que era antigamente.

  Eu dei a ela um colar com meio coração em um amigo secreto anos atrás, nele está escrito “melhores amigas” porque eu não encontrei um que estivesse escrito “melhor irmã do mundo”.

Bia, te amo

  Essa crônica é o começo de um projeto que estou fazendo em parceria com a minha amiga Tawani, a cada duas semanas em uma sexta feira (sempre que possível), postaremos um conto ou crônica sobre um tema que escolhermos. O tema dessa semana foi Amizade, não se esqueçam de ver também a crônica da Taw aqui, está muito boa!
  Desculpem o atraso, era para ter saído sexta passada, espero que tenham gostado, me contem a opinião de vocês e, caso tenham sugestões para temas, deixem nos comentários

Por uma Blogosfera mais Amiga

13 junho 2016

Olá docinhos, tudo bem com vocês?


  Quando eu criei o blog há quase três anos atrás, foi pelos motivos errados. Achava que seria a “diferentona”, que teria uma legião de fãs e que, antes de mais nada, era algo bem simples de se fazer.

  Não é preciso dizer que eu “dei com os burros n’água” não muito tempo depois, pois para quem pensa que fazer posts ou vídeos é uma tarefa fácil, nunca tentou fazer algo parecido.

  Daquele blog, eu desisti, de um blog que falaria sobre moda vindo de uma pessoa que não entende um pingo sequer de moda, porém, criou-se um novo blog de uma nova pessoa, alguém que não encarava os outros como rivais, não está em busca de “fama e fortuna”. E o único objetivo que tenho é compartilhar o pouco que sabe e o que aprende com o decorrer do tempo.

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